Navigate / search

Um simples domingo

Com esse clima estupendo, dias ensolarados e a vida brotando por todos os lados vamos curtindo o Canadá. Foi assim neste último domingo, quando reunimos uma turma ímpar de brasileiros que aqui habitam.
Começando com um brunch de dia das mães regado à mimosa, uma misturinha básica de suco de laranja com champagne. Bela escolha da carioca dona da casa. A mesa farta de delícias de todos os lugares, indo do pão de queijo até a fritada espanhola. Um menu diferenciado para uma clientela exigente.  Papo vem, papo vai, papo voa.

Brindamos, entre outros,  a oportunidade de estarmos ali reunidos, o sol que batia na cuca e aquecia o coração, as crianças saudáveis que brincavam em torno da casa e tudo de bom que rondava o momento.  Eu, pra variar, refleti –  já que antes havia passado o olho nas notícias do Brasil –  sobre o privilégio de usufruir um belo domingo com os amigos  sem me preocupar com segurança, se deixei o carro fechado, se alguma criança seria sequestrada enquanto não estávamos de olho ou qualquer outra tragédia do tipo. A casa estava toda aberta. Os pequenos brincando,  seguros apenas por uma cerca baixa de madeira. O meu carro se fechei, nem sei – bati a porta.

Viver assim é muito bom , é muito fácil e natural. É como pensamos a vida, simples e prática. No meio do café da manhã me questionei sobre qual esquina em que meu país se perdeu. Minha mente correu lá atrás, na colonização portuguesa. Puxei para era Vargas e lembrei que meu avô contou que foi muito feliz. Mais para frente pensei nos militares, na ditadura. Eleições indiretas, diretas. Desde que me conheço por gente ouço reclamações sobre o sistema. De longe vejo que  tudo continua igual.  Um povo forte e batalhador  numa terra fértil, corrupta e violenta. Ou talvez o contrário.

Voltando ao encontro brazuca, além de falar português, contamos histórias antigas e passamos das “mimosas”para o vinho branco gentilmente trazido pelos últimos convidados. O dia passou rápido, mas o suficiente para ser inesquecível. De longe vi os “chipmunk’s”  primos do Tico e Teco correndo no jardim. Duvido um encontro mais animado e caloroso que o nosso. Da próxima vez vou criar uma trilha sonora. É hora de mostrar aos vizinhos nossa batida musical. Voltamos para casa pelo caminho mais rápido, o das tulipas.

Leave a comment

name*

email* (not published)

website